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Pneu sob limite. E agora? A nova regra da Pirelli para GP do Qatar de 2025

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O fim de semana do Grande Prêmio do Qatar chega com uma restrição polêmica: cada jogo de pneus está limitado a no máximo 25 voltas em todo o fim de semana, contando treinos livres, classificações, corrida sprint e corrida principal.A decisão surgiu após os dados da edição de 2024 mostrarem desgaste excessivo, especialmente no pneu dianteiro esquerdo, em razão da alta energia lateral exigida pelo circuito de Losail.

Com isso, a Pirelli julgou arriscado permitir stints longos, mesmo usando os compostos mais duros da gama (C1, C2 e C3).As voltas sob Safety Car ou Virtual Safety Car também contam. As únicas exceções são as voltas até o grid, volta de formação e voltas após a bandeirada. Como a corrida tem 57 voltas, a consequência direta é que todos os pilotos terão de fazer, no mínimo, duas paradas nos boxes.

A regra, em teoria, simplifica: não há mais margem para um stint “longo e controlado”. Quem usar os pneus até o limite de 25 voltas vai precisar parar e com isso, as chances de undercut, overcut ou variações estratégicas tendem a diminuir, caso os times decidam ir até o limite.Em tese, quem tiver melhor ritmo com compostos duros ou médios ganha vantagem. Mas pode ser que algumas equipes apostem em pneus macios já no começo, com stint bem curto ao custo de parar cedo.

Os possíveis cenários são os seguintes:

Cenário 1 – O Caminho Conservador

Estratégia típica: Médio → Médio → Macio

Objetivo: Controle, ritmo sólido, evitar tráfego, minimizar risco

No plano mais “pé no chão”, a corrida tende a virar uma guerra de constância. Aqui, a McLaren, que vem se destacando pela eficiência em stint médio e pelo cuidado natural com o desgaste dos pneus, pode sair com vantagem. Neste cenário, a equipe aposta em dois stints bem administrados com o pneu médio (C2), tirando proveito da aderência equilibrada e da previsibilidade. Com 25 voltas de limite, não é sobre poupar: é sobre manter um ritmo que não degrade além do natural, evitando comprometer a janela ideal do último stint.

A sacada do fechamento com o pneu macio ajuda a garantir mais ritmo no final com o carro com menos combustível. O principal risco é um primeiro stint travado pela possibilidade de voltar para a pista atrás de carros mais lentos, o que pode comprometer o plano inteiro, a limitação de 25 voltas pode tirar a possibilidade de buscar vantagem para procurar ar limpo no retorno dos boxes. É por isso que o ritmo deve ser intenso desde o início da prova.

Cenário 2 – O Caminho Agressivo

Estratégia típica: Macio → Médio → Médio

Objetivo: Ganhar posição na largada + tentar undercut duplo.

Este é o tipo de corrida que parece escrita no DNA da Red Bull de Verstappen: ousadia, ritmo forte e leitura fina do momento exato de atacar.

O início com pneu macio é aquele “vamos ver quem treme” da primeira volta. O carro mais pesado não favorece o macio, mas a tração pode colocar Max imediatamente em condições de pular carros, particularmente indispensável se ele largar atrás de Norris.

A jogada-chave desse roteiro é um primeiro stint curto, talvez 12-15 voltas, voltando com pista limpa e tentando o undercut duplo: passar quem está à frente por parar antes e usar o melhor aquecimento do médio.

Se a corrida seguir sem Safety Car, esse estilo agressivo pode virar o trunfo. Porém existe o risco de voltar para a pista e cair num trem de DRS com carros ainda de médios. Se isso acontecer, adeus estratégia.

E qual dos dois cenários parece mais provável?

Pelo histórico recente e pela característica da pista, o conservador tende a ser o padrãomas o agressivo deve aparecer com força se alguém precisar de uma carta na manga.

A McLaren tem um carro equilibrado, ritmo forte em trecho médio e pit stops consistentes. Mas Red Bull é especialista em encontrar vantagem onde ninguém mais vê, especialmente quando está de costas para a parede.

Pneu sob limite. E agora? A nova regra da Pirelli para GP do Qatar de 2025

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